
domingo, 30 de novembro de 2008
"Dora Bruder", Patrick Modiano

sábado, 22 de novembro de 2008
"O escafandro e a borboleta", Jean-Dominique Bauby
Este é um livro escrito na primeira pessoa, por Jean-Dominique Bauby que, aos 44 anos, vê a sua vida mudar por completo, passando da azáfama diária enquanto redactor da revista francesa Elle, para uma cama de hospital onde, mantendo toda a lucidez mental perde todos os movimentos físicos. Vítima do chamado Locked-in Syndrome, consegue apenas respirar e comer por meios artificiais, conseguindo apenas mover a pálpebra do olho esquerdo. É assim que comunica, piscando o olho uma vez para dizer que sim, duas vezes para dizer que não.É desta forma que vai escrevendo este livro, com a ajuda da sua terapeuta da fala que vai interpretando os seus piscares de olho de acordo com um alfabeto criado por ordem com as letras mais usadas na língua francesa.
Através deste livro Bauby revisita o seu passado, os locais que visitou, as pessoas que conheceu, as decisões que tomou. É uma lição de vida, vinda de alguém que ao ver a vida escapar-lhe por entre os dedos, resolve não acomodar-se e persistir no sonho de ali escrever um livro.
Muito conhecido é o filme baseado neste livro, que ganhou diversos prémios em Cannes e esteve mesmo nomeado para 4 Óscars.
domingo, 16 de novembro de 2008
"A canção de Doroteia", Rosa Regas
Chamava-se Adelita.Era uma mulher tão baixa que nem sequer na raras ocasiões em que usava sapatos de saltos altos, sobre os quais se equilibrava incómoda ainda que segura erguia acima do solo mais de um metro e meio.Este livro conta uma história algo estranha, surreal quase mas que cativa e confunde o leitor numa narrativa fluída que prende a atenção da primeira à última página.
O cenário é uma pequena vila perto de Barcelona. A história desenrola-se sobre o pano de fundo de uma herdade:a Casa do Moinho.Tudo começa com a chegada de Adelita, a criada que se muda com a família para a pequena casa anexa à herdade. Uma pessoa que encerra em si mesma tantos segredos como surpresas, que se desfolham a cada página, a cada capítulo.
domingo, 9 de novembro de 2008
"O outro pé da sereia", Mia Couto
Este livro do escritor moçambicano Mia Couto é um desafio à imaginação do leitor. São personagens e histórias que quase parecem irreais mas que poderiam muito bem acontecer numa realidade não muito distante daquela que conhecemos.domingo, 2 de novembro de 2008
"Quem ama não dorme", Robert Schneider.
Eis a história do músico Johannes Elias Alder que aos vinte e dois anos de idade pôs termo à vida após tomar a decisão de nunca mais dormir.
Este é o primeiro parágrafo deste livro que conta uma estranha forma de vida e de amar. É uma história de acreditar mas também de desistir. Ao longo deste livro seguimos os passos de Johanes Elias Alder que nasceu diferente, com uns olhos amarelos reluzentes que assustavam a população da aldeia que viam nele um qualquer personagem maléfico.
Mas a vida trouxe a Elias um talento escondido que se foi revelando nas entradas escondidas na Igreja da aldeia para conhecer órgão, para o sentir nas pontas dos seus dedos, para o tocar como ninguém.
A viagem para a cidade, as provas de música prestadas sob o olhar invejoso dos colegas, com a atenção desdenhosa dos professores. Quase como, por mais que fizesse, por mais que tentasse o seu destino fosse tão certo como o amor que sentia por Elsbeth. Quando tocava, era nela que
Ele olhou-a, os olhos escapando-se para os lábios secos e mais abaixo, o corpete atado em cruz sob o qual se desenhavam os pequenos seios.
E se Deus e os santos lhe dessem força para tal não a cobiçaria enquanto vivesse. Queria mostrar-lhe que o verdadeiro amor não busca a carne mas entrega-se totalmente ao espírito.
domingo, 26 de outubro de 2008
"Bonjour Tristesse", Françoise Sagan

segunda-feira, 20 de outubro de 2008
"Os Cadernos de Dom Rigoberto", Mario Vargas Llosa

domingo, 12 de outubro de 2008
"O imperador de Portugal", Selma Lagerlof

sábado, 4 de outubro de 2008
"Amores Feiticeiros", Tahar Ben Jelloun
Este é um livro de contos que retratam a vivência deste escritor marroquino radicado em França que venceu já o prestigiado prémio literário Gouncourt.Mesmo as personagens mais cépticas quanto ao poder das feitiçarias, mezinhas e poções, acabam por se tornar mais crentes face às vicissitudes da vida, que não conseguem ultrapassar com um pensamento ou acções racionais próprio das sociedades modernas.
Recordo-me de Fattouma, uma mulher de Tafilelet de pele quase preta. Ela chorava porque, no intuito de impedir que o seu marido se encontrasse com outras mulheres, tinha-se enganado na poção e tornou-o impotente. Uma outra mulher, enlouqueceu o marido e não conseguia encontrar o charlatão que lhe tinha dado as ervas para o marido tomar. Concluí que aquelas que não dizem nada, são aquelas que enganam os maridos e multiplicam os amantes. Aquelas que não ousam pisar o risco da traição choram, queixam-se e tornam-se patéticas.
Numa edição da Cavalo de Ferro estes contos lêem-se de um só fôlego, enquanto devoramos a essência dos personagens aqui recriados com a mestria de Tahar Ben Jelloun.
sábado, 27 de setembro de 2008
Já não se escrevem cartas de amor, Mário Zambujal

Vivia-se então uma época de apetites e excessos. De paixões e desventuras. Era um tempo em que havia tempo. Até se escreviam cartas de amor.